Caríssimos, apresentamos o segundo texto, de um total de três, retirado da Instrução Geral à Liturgia das Horas, nn. 5-7, que nos fala sobre a oração. Que o Senhor nos conceda a graça de cumprir dignamente o preceito da oração que Ele nos deu.Jesus mandou que também fizéssemos o que ele mesmo fez: “Orai”, disse muitas vezes, “rogai”, “pedi” (Mt 5,44; 7,7; 26,41; Mc 13,33; 14,38; Lc 6,28; 10,2; 11,9; 22,40.46) “em meu nome” (Jo 14,13s; 15,16; 16,23s.26). Deixou-nos também uma forma de rezar: a oração dominical (Mt 6,9-13; Lc 11,2-4). Insistiu na necessidade da oração (Lc 18,1), que deve ser humilde (Lc 18,9,14), vigilante (Lc 21,36; Mc 13,33), perseverante e confiante na bondade do Pai (Lc 11,5-13; 18,1-8; Jo 14,13; 16,23), com intenção pura e conforme a vontade de Deus (Mt 6 ,5-8; 23,14; Lc 20,47; Jo 4,23).
Os Apóstolos, por sua vez, que em suas cartas nos transmitiram muitas orações, sobretudo de louvor e ação de graças, exortam-nos a respeito da oração no Espírito Santo (Rm 8,15.26; 1Cor 12,3; Gl 4,6; Jd 20), por Cristo (2Cor 1,20; Cl 3,17), oferecida a Deus (Hb 13,15) com insistência e assiduidade (Rm 12,12; 1Cor 7,5; Ef 6,18; Cl 4,2; 1Ts 5,17; 1Tm 5,5; 1 Pd 4,7), acerca de sua eficácia santificadora (1Tm 4,5; Tg 5,15s; 1Jo 3,22; 5,14s) bem como sobre a oração de louvor (Ef 5,19s; Hb 13,15; Ap 19,5), ação de graças (Cl 3,17; Fl 4,6; 1Ts 5,17; 1Tm 2,1), petição (Rm 8,26; Fl 4,6) e intercessão em favor de todos (Rm 15,30; 1Tm 2,1s; Ef 6,18; 1Ts 5,25; Tg 5,14.16).
Tudo o que o ser humano tem, deve a Deus, e por isso precisa reconhecer e confessar essa dependência diante do seu Criador. Assim homens piedosos de todos os tempos o fizeram por meio da oração.
Mas, por ser dirigida a Deus, a oração deve necessariamente ser vinculada a Cristo, Senhor de todos e único Mediador (1Tm 2,5; Hb 8,6; 9,15; 12,24). Unicamente por Ele temos acesso a Deus (Rm 5,2; Ef 2,18; 3,12). De tal maneira ele incorpora a si toda a comunidade humana, que existe íntima relação entre a oração de Cristo e a oração de todo o gênero humano. Em Cristo, e só nele, é que a religião humana alcança seu valor salvífico e sua finalidade.
Especial e estreitíssima relação existe entre Cristo e aquelas pessoas que ele assume como membros do seu Corpo, que é a Igreja, através do sacramento da regeneração. Com efeito, da Cabeça se difundem por todo o corpo as riquezas do Filho: a comunhão no Espírito, a verdade, a vida e a participação em sua filiação divina, que se manifestava em toda a sua oração, enquanto ele vivia neste mundo.
O corpo todo da Igreja participa também do sacerdócio de Cristo, de sorte que os batizados, pela regeneração e unção do Espírito Santo, são consagrados como casa espiritual e sacerdócio santo, e se tornam aptos para exercer o culto da Nova Aliança, culto que não provém de nossas forças, mas dos méritos e dom de Cristo.
“Deus não podia outorgar à humanidade dom maior que o de lhe dar por cabeça o seu Verbo, pelo qual criou todas as coisas, e de a incorporar ao Verbo como membro, de modo que ele fosse ao mesmo tempo Filho de Deus e Filho do Homem, um só Deus com o Pai e um só homem com os seres humanos. Assim, quando na oração falamos a Deus não separemos dele o Filho. Quando o Corpo do Filho está orando, não separe de si sua cabeça. O mesmo e único Salvador do seu Corpo, Nosso Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus, ore também por nós, ore em nós, e nós oremos a ele. Ele reza por nós como nosso sacerdote, reza em nós como nossa cabeça, e nós rezamos a ele como nosso Deus. Reconheçamos, pois, nele a nossa voz e sua voz em nós” (Santo Agostinho).
Portanto, a dignidade da oração cristã tem sua raiz na participação da mesma piedade do Unigênito para com o Pai e daquela oração que lhe dirigiu durante sua vida terrena e que agora continua, sem interrupção, em toda a Igreja e em cada um de seus membros, em nome e pela salvação de todo gênero humano.
Os Apóstolos, por sua vez, que em suas cartas nos transmitiram muitas orações, sobretudo de louvor e ação de graças, exortam-nos a respeito da oração no Espírito Santo (Rm 8,15.26; 1Cor 12,3; Gl 4,6; Jd 20), por Cristo (2Cor 1,20; Cl 3,17), oferecida a Deus (Hb 13,15) com insistência e assiduidade (Rm 12,12; 1Cor 7,5; Ef 6,18; Cl 4,2; 1Ts 5,17; 1Tm 5,5; 1 Pd 4,7), acerca de sua eficácia santificadora (1Tm 4,5; Tg 5,15s; 1Jo 3,22; 5,14s) bem como sobre a oração de louvor (Ef 5,19s; Hb 13,15; Ap 19,5), ação de graças (Cl 3,17; Fl 4,6; 1Ts 5,17; 1Tm 2,1), petição (Rm 8,26; Fl 4,6) e intercessão em favor de todos (Rm 15,30; 1Tm 2,1s; Ef 6,18; 1Ts 5,25; Tg 5,14.16).
Tudo o que o ser humano tem, deve a Deus, e por isso precisa reconhecer e confessar essa dependência diante do seu Criador. Assim homens piedosos de todos os tempos o fizeram por meio da oração.
Mas, por ser dirigida a Deus, a oração deve necessariamente ser vinculada a Cristo, Senhor de todos e único Mediador (1Tm 2,5; Hb 8,6; 9,15; 12,24). Unicamente por Ele temos acesso a Deus (Rm 5,2; Ef 2,18; 3,12). De tal maneira ele incorpora a si toda a comunidade humana, que existe íntima relação entre a oração de Cristo e a oração de todo o gênero humano. Em Cristo, e só nele, é que a religião humana alcança seu valor salvífico e sua finalidade.
Especial e estreitíssima relação existe entre Cristo e aquelas pessoas que ele assume como membros do seu Corpo, que é a Igreja, através do sacramento da regeneração. Com efeito, da Cabeça se difundem por todo o corpo as riquezas do Filho: a comunhão no Espírito, a verdade, a vida e a participação em sua filiação divina, que se manifestava em toda a sua oração, enquanto ele vivia neste mundo.
O corpo todo da Igreja participa também do sacerdócio de Cristo, de sorte que os batizados, pela regeneração e unção do Espírito Santo, são consagrados como casa espiritual e sacerdócio santo, e se tornam aptos para exercer o culto da Nova Aliança, culto que não provém de nossas forças, mas dos méritos e dom de Cristo.
“Deus não podia outorgar à humanidade dom maior que o de lhe dar por cabeça o seu Verbo, pelo qual criou todas as coisas, e de a incorporar ao Verbo como membro, de modo que ele fosse ao mesmo tempo Filho de Deus e Filho do Homem, um só Deus com o Pai e um só homem com os seres humanos. Assim, quando na oração falamos a Deus não separemos dele o Filho. Quando o Corpo do Filho está orando, não separe de si sua cabeça. O mesmo e único Salvador do seu Corpo, Nosso Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus, ore também por nós, ore em nós, e nós oremos a ele. Ele reza por nós como nosso sacerdote, reza em nós como nossa cabeça, e nós rezamos a ele como nosso Deus. Reconheçamos, pois, nele a nossa voz e sua voz em nós” (Santo Agostinho).
Portanto, a dignidade da oração cristã tem sua raiz na participação da mesma piedade do Unigênito para com o Pai e daquela oração que lhe dirigiu durante sua vida terrena e que agora continua, sem interrupção, em toda a Igreja e em cada um de seus membros, em nome e pela salvação de todo gênero humano.
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