Algumas pessoas têm comentado a respeito da imagem colocada no post “Sobre o respeito humano” (http://venicreator2008.blogspot.com/2009/05/sobre-o-respeito-humano.html), achando-a chocante, desnecessária, de mal gosto. É uma imagem forte, mas é muito mais significativa do que chocante. Nela há uma boca, fechada por pontos, significando a mudez que é imposta à verdade pelo pensamento politicamente correto reinante e onipresente nos dias de hoje; mas há uma navalha, onde está gravada a palavra “truth”, “verdade” em inglês, que se aproxima para abrir a boca. Esta realidade significada não nos lembra, por acaso, a palavra de Jesus no Evangelho: “Conhecereis a verdade e a verdade vos tornará livres” (Jo 8,32)? E a verdade é o próprio Jesus, Palavra de Deus, viva e eficaz, mais afiada que uma espada de dois gumes (cf. Hb 4,12; Ap 1,16; 2,12). Assim, o Senhor, que é a própria verdade, é quem pode nos livrar do pecado de mentira, da omissão, do calar diante da injustiça e do pecado, e do receio de anunciar destemidamente o Seu Evangelho.
A verdade nem sempre é agradável. Na maior parte das vezes ela desnuda as nossas almas diante de nós mesmos, dos outros ou de Deus; a verdade nos faz enxergar a realidade em toda a sua crueza. Sobretudo nos tempos de hoje, onde a verdade é vilipendiada sem qualquer cerimônia pelos ávidos de poder e de domínio sobre os corpos e as mentes dos homens, a verdade dificilmente pode ser dita sem machucar, mesmo se usando da caridade; é que as pessoas tornaram-se tão anestesiadas e enganadas, vivendo em mundos fantasiosos criados pelas mais diferentes ideologias e por elas mesmas, que, ao nos depararmos com a verdade, nos sentimos atingidos; nossa reação, invariavelmente, é de incredulidade ou de negação ou ainda de ridicularização, quase sempre de escândalo. Dessa forma, aceitar a verdade, que nem sempre é óbvia, torna-se um processo de conversão em que há necessariamente uma crise psicológica, que é maior ou menor de acordo com as equivocadas concepções ou imagens que se têm na mente. Isso é quase que regra: é preciso se converter à verdade.
A origem desse problema está no pecado original, que obscurece a mente humana de forma que a realidade se torna difícil de conhecer e aceitar. Essa patologia do conhecimento foi incorporada ao homem na Queda de nossos primeiros pais, de forma que trocamos a verdade de Deus pela das criaturas, trocamos os papéis, invertemos as coisas. Desde o início o homem se deixou enganar pelo diabo e, depois, por si mesmo e pelos outros. E o homem de hoje, mais do que antes, se deixou enredar por um mundo fantasioso, virtual, diríamos; o homem conta uma mentira para si mesmo para ficar mais confortável diante de certas situações, e acaba se convencendo de que esta mentira é verdade; vira um neurótico. E para acabar com essa neurose é necessária a verdade, que para muitos é tão difícil que podem dizer como os judeus: “Isto é muito duro! Quem o pode admitir?” (Jo 6,60), e preferir estar no engano.
Voltemos à questão da imagem do post anterior. Será que ela é tão chocante assim? Ou a cruz de nosso Senhor não é mais? Será que é porque nós nos acostumamos com a cruz, que não somos capazes de nos chocar com ela? Nem tanto. A verdade é que, como aquela imagem é significativa para mostrar a realidade da verdade acima descrita, a cruz se tornou um símbolo supremo de realidades que estão além dela: não só a feiúra, a gravidade do pecado, mas, sobretudo, do amor incondicional de Deus pelos homens. Eis porque ao entrarmos numa igreja, nos voltamos para a cruz do Senhor, e dirigimo-nos a Ele olhando para ela: o significado que representa, ou melhor, a Pessoa que representa, é isso que nos atrai, é isso que nos faz termos um crucifixo pregado em casa ou carregado no peito. Enfim, as imagens nesse blog, mas as imagens como um todo, têm de ter o dom de comunicar algo, em nosso caso, comunicar as realidades espirituais. É preciso sempre transcender as imagens, porque elas são apenas a expressão material de realidades mais profundas.
A verdade nem sempre é agradável. Na maior parte das vezes ela desnuda as nossas almas diante de nós mesmos, dos outros ou de Deus; a verdade nos faz enxergar a realidade em toda a sua crueza. Sobretudo nos tempos de hoje, onde a verdade é vilipendiada sem qualquer cerimônia pelos ávidos de poder e de domínio sobre os corpos e as mentes dos homens, a verdade dificilmente pode ser dita sem machucar, mesmo se usando da caridade; é que as pessoas tornaram-se tão anestesiadas e enganadas, vivendo em mundos fantasiosos criados pelas mais diferentes ideologias e por elas mesmas, que, ao nos depararmos com a verdade, nos sentimos atingidos; nossa reação, invariavelmente, é de incredulidade ou de negação ou ainda de ridicularização, quase sempre de escândalo. Dessa forma, aceitar a verdade, que nem sempre é óbvia, torna-se um processo de conversão em que há necessariamente uma crise psicológica, que é maior ou menor de acordo com as equivocadas concepções ou imagens que se têm na mente. Isso é quase que regra: é preciso se converter à verdade.
A origem desse problema está no pecado original, que obscurece a mente humana de forma que a realidade se torna difícil de conhecer e aceitar. Essa patologia do conhecimento foi incorporada ao homem na Queda de nossos primeiros pais, de forma que trocamos a verdade de Deus pela das criaturas, trocamos os papéis, invertemos as coisas. Desde o início o homem se deixou enganar pelo diabo e, depois, por si mesmo e pelos outros. E o homem de hoje, mais do que antes, se deixou enredar por um mundo fantasioso, virtual, diríamos; o homem conta uma mentira para si mesmo para ficar mais confortável diante de certas situações, e acaba se convencendo de que esta mentira é verdade; vira um neurótico. E para acabar com essa neurose é necessária a verdade, que para muitos é tão difícil que podem dizer como os judeus: “Isto é muito duro! Quem o pode admitir?” (Jo 6,60), e preferir estar no engano.
Voltemos à questão da imagem do post anterior. Será que ela é tão chocante assim? Ou a cruz de nosso Senhor não é mais? Será que é porque nós nos acostumamos com a cruz, que não somos capazes de nos chocar com ela? Nem tanto. A verdade é que, como aquela imagem é significativa para mostrar a realidade da verdade acima descrita, a cruz se tornou um símbolo supremo de realidades que estão além dela: não só a feiúra, a gravidade do pecado, mas, sobretudo, do amor incondicional de Deus pelos homens. Eis porque ao entrarmos numa igreja, nos voltamos para a cruz do Senhor, e dirigimo-nos a Ele olhando para ela: o significado que representa, ou melhor, a Pessoa que representa, é isso que nos atrai, é isso que nos faz termos um crucifixo pregado em casa ou carregado no peito. Enfim, as imagens nesse blog, mas as imagens como um todo, têm de ter o dom de comunicar algo, em nosso caso, comunicar as realidades espirituais. É preciso sempre transcender as imagens, porque elas são apenas a expressão material de realidades mais profundas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário