
Cristo por nós foi tentado, sofreu e na cruz morreu. Ele foi obediente e humilhou-se até a morte e morte de cruz. Por isso, Deus O exaltou sobremaneira e deu-lhe o nome mais excelso e mais sublime e elevado muito acima de outro nome (Fl 2,8-9). Nosso Senhor Jesus Cristo por sua paixão, morte e ressurreição nos tornou de dignos de chamar Deus de pai. Por Ele, no Seu Espírito que santifica e dá a vida, a humanidade permanece numa aliança eterna com a divindade. E em Cristo podemos ser chamados de Cristãos. Isto porque, enquanto peregrinos nesse mundo, reconhecemos Cristo como único salvador e exemplo de vida a ser seguido. É à vida de Cristo que devemos configurar a nossa, sacrificando-a diariamente por amor a Deus na Santa Igreja, corpo místico do próprio Cristo. Nela, cheios do Espírito Santo, nos identificamos totalmente a Cristo; em sua paixão e morte. Mas, como Ele, se formos obedientes verdadeiramente como Ele o foi e guardarmos Seus mandamentos, também o Pai nos ressuscitará. Irmãos, sendo cristãos verdadeiramente, tenhamos fé e a traduzamos em obras. A saber, amando-nos uns aos outros, como ele nos amou e nos mandou. Mas, como é difícil nos identificar a Cristo a tal ponto! A dor é grande porque requer nossa morte, para que, ao invés de vivermos para nós mesmos, Cristo viva em nós e nós Nele. E Ele disse: Quem quiser me seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e me siga (Mt 16,24). E, como cristãos, sofremos, no tempo presente as mesmas dores de uma mulher num parto. No entanto, nó cremos n’Aquele que é, que era e que vem; o único digno de ser chamado Salvador do mundo, pois, em nenhum outro há salvação, porque debaixo do céu nenhum outro nome foi dado aos homens, pelo qual devamos ser salvos ( At 4,12); e Ele é o sentido de nossas tribulações. É por Ele e Nele, na esperança da vida eterna, que as suportamos. E sendo Cristo nossa fé e nossa esperança é também Aquele que nos conduz. No mais, hoje, Deus que um dia se fez homem, é verdadeiramente nosso pastor e nós somos suas ovelhas. Nós, que outrora vivíamos desnorteados sem esperança no mundo por causa de nossa própria prepotência, já temos Deus conosco. E por isso, nossas vidas têm sentido. Já não devemos caminhar cegamente, como antes, fechados a nós mesmos, mas abertos para Deus. Assim, Ele nos conduzirá, como um pastor que conduz suas ovelhas. Sim, somos a imagem da ovelha, frágil que não sabe caminhar sozinha, mas precisa de alguém que lhe indique o caminho e que lhe seja o próprio caminho. O caminho para onde? Para a verdade e a vida. Ele se torna nosso pastor e caminho quando nós, auxiliado pelo Espírito Santo, vivemos para Ele, esvaziando-nos de mesmos. Desse modo, não mais seremos pastores de nós mesmos, mas Cristo será nosso único e verdadeiro pastor. E ele nos ama de tal modo que doou sua vida a nós, por que o verdadeiro pastor é aquele que dá a vida por suas ovelhas. Ele não só nos deu a vida, mas vive conosco, pois, permanece em nós: pelo Espírito que nos deu e assim podemos afirmar como o salmista: Ainda que eu atravesse o vale escuro, nada temerei, pois estais comigo. Vosso bordão e vosso báculo são o meu amparo (Sl 22,4). Eis, irmãos o caminho para a verdade e para a vida, o próprio Cristo! Somente Nele viveremos e suportaremos esta vida presente em vista da vida futura. É só reconhecendo-O como nosso pastor e deixando-O conduzir nossas vidas, que chegaremos à verdadeira felicidade. A saber, contemplar Deus, na eternidade, face a face. À felicidade eterna só chegaremos se formos levados por Cristo em Seus ombros e sentindo o consolo de Seu abraço. Como o pastor leva as ovelhinhas à melhor das pastagens e alimenta-as, Cristo nosso bom pastor, além de nos conduzir se faz alimento e para nós.
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